ARQUITETURA AINDA NÃO APRENDEU A SAMBAR!

Betânia, do meu coração,
Segue texto que escrevi sobre o tema Arquitetura e Carnaval. Só gostaria que você fosse tão criativa a exemplo do texto que escrevi sobre a faupe, produzindo alguma charge ou incluindo alguma música .
Atenção! Sugestão: transforme seu blog num veíiculo profissional. Você tem talento e meios para isso, e  conte comigo…
Bem, não esqueça de mim: wolf

Arquitetura & realidade

É tempo de Carnaval. Mas, o que tem isso a ver com a Arquitetura?, você haverá de perguntar. A meu ver, se  pensar direito, descobrirá que tem tudo a ver.

A exemplo do cinema, que deixou de lado, com raras exceções, a matéria-prima do futebol consagrado pelos cronistas como a grande festa popular, a Arquitetura se esqueceu desse filão fantástico que faz parte do colendário nacional: o Carnaval, que continua alimentando as páginas de jornais e a mídia eletrônica, além do imaginário e o folclore popular.

Afinal, não podemos nos esquecer que vivemos num país, no qual, o ano, conforme o ditado pela realidade, só começa depois dos festejos carnavalescos, que fazem parte de nossa cultura popular.

No cinema, em relação ao futebol, há exceções , como o clássico “Garrincha, alegria do povo”, do  diretor Joaquim Andrade, um dos papas do “cinema novo”. E, em relação ao Carnaval, o esquecido “A voz do Carnaval”, com Carmem Miranda, do saudoso diretor mineiro Humberto Mauro, além do clássico “Orfeu Negro”, do diretor francês Marcel Camus. 

Na Arquitetura, adivinhe, há um exemplo emblemático: o sambódromo do Rio de Janeiro projetado pelo mestre Oscar Niemeyer, que inspirou outros clones arquitônicos Brasil afora.

O grande arco ou passarela da apoteose, conforme insinuou o próprio autor, seria uma forma simbólica para celebrar a famosa sensualidade das mulatas cariocas.

Ou  seja: uma forma estilizada das curvas sensuais das nádegas de uma sambista que se transformou num ícone do cenário da atormentada cidade do Rio de Janeiro e da mídia televisiva global. Nádegas sensuais, que segundo o folclore arquitetônico, seduziram até o mestre Le Corbusier, quando de sua passagem pelo Rio, nos anos 30, quando frequentava a famosa taberna da Glória.arquitetura do samba

A propósito do tema em pauta, lembraria um epísódio: o de um turista inglês que, entrevistado, depois de assistir a um dos desfiles das escolas de Samba cariocas na Marques do Sapucaí,  reagiu com humor: – God! Quase fui atropelado pela exuberância de uma sambista!

E, também, recoradia a pergunta de uma leitora da Bahia, que , numa carta enviada para AU , indagava: “Por favor, me responda, por que a Arquitetura se esqueceu do Carnaval, um tema tão atraente e rico para soluções e propostas arquitetônicas criativas

Com certeza – reconhece o arquiteto Edson Elito, idealizador do histórico Boletim impresso do IAB/SP –  esquecemos muitas vezes da função fundamental de ser arquiteto: a de criar soluções para as demandas da população, seja na área habitacional, na área educacional,  seja para equipamentos de lazer e da diversão””!

Com sabedoria, o mestre Niemeyer, enfim, dá uma grande lição sobre a criatividade e invenção, que dignificam um profissional de Arquitetura. Profissional, que seja capaz de transformar uma demanda potencial em realidade. Seja um sambódromo, um camelódromo ( a exemplo daquele projetado por Zeca Brandão e equipe, em Recife), uma arena de rodeios, uma capela ou uma simples praça.

Praça ? “Desde que ela seja – ironiza, com sabedoria,  um botequeiro sexagenário, cuja figura me lembra a do pescador de “O velho e o mar”, do romancista Ernst Hemingway –  –protegida por uma redoma de vidro à prova de bala, capaz de nos proteger contra a violência urbana”, apesar de todo o futebol e do Carnaval.

José Wolf

Sobre gate4

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4 respostas para ARQUITETURA AINDA NÃO APRENDEU A SAMBAR!

  1. Pingback: Carnaval de Arquitetos | Gate04.com

  2. Fabíola disse:

    Adorei o texto: “Arquitetura e realidade” como sempre o Wolf, pertinente e sensivel! Beijo Wolf

  3. luiz de assis disse:

    O que falar dos textos de Wolf?
    Quando era estudante ficava esperando os textos dele que saiam na revista AU para saber em que direção estavam os ventos da arquitetura no Brasil. Foi época em que o Norte e Nordeste e seus arquitetos Tiveram representatividade na imprensa arquitetônica nacional. Época de letárgia econômica e ebulição de idéias. E quanto a essa matéria comparando samba e arquitetura. Só uma pessoa sensível como o wolf para tirar da manga um material como esse e discorrer com a desenvoltura que lhe é natural.
    Parabéns a voce Wolf, Parabéns ao blog, por postar uma material como esse!!!!!

  4. Pingback: CARNAVAL, grande festa (ainda) NÃO é para todos. | Betania Sampaio

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