Do LUXO ao LIXO

Grande Betânia, segue novo texto para alimentar seu promissor blog. Não se esqueça de ilustrá-lo com as imagens que combinamos. Ou seja: a imagem de sua tela e a de um desenho da incrível Carol.

wolf

Arquitetura & realidade

DO LUXO AO LIXO

(o lixo nosso de cada dia)lixo Acabou a folia. E, agora, José, perguntaria o poeta  Carlos Drummond de Andrade. Do luxo das fantasias e alegorias das Escolas de Samba, restou, na realidade, só o lixo, que invadiu ruas, esquinas e calçadas das grandes cidades, como São Paulo, concorrendo com as bitucas de cigarro e as gomas de chicletes jogados fora. E por falar nisso:

carnavalLixo? Apesar de não sair vencedor da 83a edição do Oscar, neste ano, o documentário “Lixo extraordinário”,   cooprodução cinematográfica brasileira e inglesa, colocou em pauta um problema que começa a despertar, cada vez mais, a consciência da sociedade e da opinião pública:  o do lixo.

Seja o lixo urbano, hospitalar, residencial, plástico, orgânico (sem falar do lixo mental), seja o lixo eletrônico, dos chips, das pilhas, válvulas, dos celulares  etc., constitui um assunto ou tema emergente num momento, no qual se amplia o debate sobre meio ambiente, a sustentabilidade e preservação do planeta, despertando a atenção da mídia para questões que poucas vezes foram diagnósticadas pela Arquitetura.lixão

Até a campanha de Fraternidade da Conferência dos Bispos do Brasil se engajou, este ano, em defesa da preservação do planeta.

Lixo? De acordo com o Dicionário Aurélio: aquilo que se varre da casa, do jardim, da rua, que se joga fora. E, no sentido simbólico, algo inútil, desprezível,  sem valor, despretigiado, algo com prazo de validade vencido.

Contrariando o Dicionário, o lixo tem sido fonte e matéria-prima para a sobrevivêmcia e o ganha-pão de muitos catadores de lixo anônimos, com os quais nos cruzamos todos os dias, arrastando suas carroças repletas de dejetos descartáveis. A propósito, poderia ser até tema do enredo de alguma Escola de Samba.carrinho de lixo

Mas, em relação à Arquitetura, o que representa o lixo?

“Ao elaborar algum projeto, defrontamos, sem dúvida com o desafio da lixeira”, concorda o prestigiado arquiteto Marco Antonio Borsoi.  Como solucioná-lo?, eis a questão.  Antigamente, eram as obsoletas lixeiras coletivas, substituídas, agora, em muitos edifícios e condomínios por cestos plásticos, recolhidos à noite por funcionários e depois por caminhões da Prefeitura. No Japão, por exemplo, cada cidadão é responsável pelo lixo que produz.

Já, para o arq. Mario S. Pini, fundador da revista AU, numa visão mais ampla, o lixo urbano é um problema que tem a ver mais com o planejamento urbano do que com  a Arquitetura.

“Sem dúvida,  é um problema real, que muitas vezes, concordo,  foi esquecido pelos arquitetos”, admite Fernando Serapião, ex-editor da revista Projeto e atual editor da revista “Monolito”.

A multiprofissional Betânia Sampaio, fez parte da equipe do escritório Garperini, em São Paulo, e atual designer de grifes de bijuterias famosas, desmistifica a questão da sustentatibilidade tão decantada pelas revistas especializadas. “ Não uso isso como bandeira ou rótulo de meu trabalho – ressalta, ao reconhecer – que há uma nova consciência sobre o lixo que prodizimos E sobre o qual, precisamos repensar”.

Transformação

TRANSFORMAÇÃO: Armário que vira lixo

LixãoAliás, depois do evento do terremeto e tsunami que atingiram  o Japão, com o vazamento radioativo inclusive de usinas nucleares, há, com certeza, muita coisa a repensar.

lixo do tsunamiRecentemente, o jornal “Agora” publicou uma reportagem instigante sobre o desperdício que podemos detectar nos lixos e aterros sanitários das grandes cidades:

são garrafas, vidros, metais, madeira, aparelhos eletrônicos, pedras, móveis, azulejo, pias, torneiras, geladeiras, computadores, que poderiam ser reciclados e reaproveitos em novas construções.lixão

A exemplo do que vêm fazendo cooperativas de moradores da periferia e subúrbios de várias cidades, com a orientação, inclusive, de arquitetos anônimos ou consagrados.

Um bom exemplo dessa experiência já foi sinalizada, nos anos 80,  pelo arq. Izaak Vaidergorn, ex-professor da Unicamp (Campinas/SP). Ao construir sua casa nos arredores da cidade, utilizou-se basicamente de material de demolição e entulho, que catava pelas ruas e caçambas. Entre tantos, portas, janelas, esquadrias, móveis, madeira, azulejo etc. Que, a seguir, completava, com outros materiais que estavam faltando.

“Por que não transformar o lixo em luxo?”, pergunta a empresária Maria Isabel, que decidiu investir no segmento de produtos descartáveis e degradáveis etc.

Se você internauta, enfim, tiver alguma idéia sobre o tema em questão, envie seu e-mail com alguma sugestão.lixão

José Wolf

Sobre gate4

Prepare-se para uma Super Viagem! GATE 4 - Betânia, Patricia, Leo e Você. Cada um, em um lugar, cada um, com um olhar... São Paulo-BRASIL, Barcelona-ESPANHA, San Francisco-ESTADOS UNIDOS E Você ONDE ESTÁ? , Vamos juntos. Vamos amar sua companhia.
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