Explicando sobre o Blog

Levar o melhor de cada ¨coisa¨

Post de 30 de junho de 2010, segue uns trechos

…¨Encontre seu caminho…¨ É isso…Encontrar nossos caminhos…

Eu, a Paty e o Leo nos envolvemos em ¨outros projetos¨ e não estamos mais com o tempo para a dedicação que tínhamos no projeto do blog Gate04, isso não quer dizer que o blog vai sumir, todos os dias entro e respondo os comentários, e vou continuar postando talvez não mais com tanta assiduidade.

Com a experiência que adquirimos partimos para projetos que sempre nos acompanhou, Paty, começou um blog ¨especifico¨ falando como viver fora do Brasil, Blog mudei de Paíse, Leo, dedicando-se a escrever nos jornais de São Francisco sobre moda,  Eu, dedicando-me ao meu primeiro blog Betânia Sampaio  (anterior ao Gate04), falando um pouco sobre mim, Arquitetura e agora com uma loja virtual dos Acessórios Betânia SampaioMuito beijos Betânia Sampaio 

Publicado em 2.BETÂNIA SAMPAIO,SP | Marcado com , , , , | 2 Comentários

Reflexões na UTI de um PRONTO SOCORRO

Estava na cozinha da minha casa dia 18 de novembro e vejo correr por baixo da porta uma carta, quando olhei vi um enorme envelope, manuscrito e enviado pelo correio, adorei a descrição do destinatário: À Arqª Design Betânia Sampaio, isso hoje em dia ¨É realmente incrível¨.
Logo abaixei-me para pegar, aquela correspondência tão carinhosa no envelope branco uma estrelinha pintada em lilás e no lado oposto vários selos, vi que havia sido postado no dia anterior. (então veja rapidez, não precisamos viver só de e-mails)
Isso não é demais! Isso é Wolf. (Pensei: só poderia ser do meu José Wolf)

Betânia SamapioBetânia Sampaio
Em anexo veio ¨um texto¨ que o Wolf pediu para postar, então vamos lá!Jornalista, José WolfFoto Marco Antonio Borsoi, em uma feijoada na nossa casa.
Jornalista WolfAmigo Wolf, BetâniaBetânia Sampaio.
Bjs, fiz questão de escanear tudo; cartinha, envelope, texto para você perceber o carinho deste Jornalista com sua matéria prima. ¨A escrita¨. Artes plasticas

Ah! Ao ler a carta, parei para pensar no trecho ¨MEU DEUS, o que fazer e mudar nesse tempo de prorrogação que você me concedeu? (fui eu que marquei de caneta rosa assim que li).

Logo me veio a cabeça a ultima tela que só acabei de pintar no dia 14 de novembro, ela mede 1.80 x 1.00, comecei a pintar dia 31 de setembro, 4 dias após o falecimento do meu pai Sergio Sampaio, vou mostrar só um trecho, pois estou montando uma exposição falarei sobre as telas em outro momento e acho este trecho explica muita coisa… Sintam. bjs de novo Betânia Sampaio

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Sociedade dos Poetas Mortos. ETERNOS

Arquitetura & memória

               Aproveitando o gancho da repercussão na mídia da morte da efêmera Amy Winehouse, perguntaria: por que os jovens estão morrendo ou se matando tão cedo?

      Sob outro viés de reflexão temática, na contramão dessa indagação, lembraria arquitetos que também foram jovens e chegaram à maior idade, deixando, ao morrer, lições inesquecíveis a exemplo de personagens do filme do diretor australiano Peter WeirSociedade dos poetas mortos”, cuja epígrafe carpe diem nos aconselha a viver a dor e a alegria de cada dia.

  Ao entrevistar Oscar Niemeyer, nos anos 80, para a revista AU, ele comentou, recordando-se de antigos companheiros: “quanto mais vivermos, mais amigos veremos partir…”

   O sábio comentário reacendeu minha memória, quando, recentemente, recebi a notícia sobre a morte dos arquitetos João W. Toscano e Fábio Penteado, dois expoentes da Arquitetura Moderna paulistana, que tive o privilégio de conhecer e entrevistá-los, na minha condição de jornalista.

   Numa entrevista para o Boletim impresso do IAB/SP, Fábio Penteado enfatizou o momento difícil que enfrentou ao assumir a direção do IAB, em 1966, em plena ditadura militar. Quando, a duras penas, lutou pela liberdade de expressão dos arquitetos.

   Quanto ao Toscano, eu mantinha uma relação especial, pelo fato dele ter nascido em Itu e eu em Salto, duas cidades próximas do interior paulista. Itu, a cidade do sapo, um anfíbio persistente, onde tudo é grande. E Salto, a cidade do mandi, peixe de água doce que, ao sair da água, costuma emitir um som semelhante a um choro, como a  protestar contra a morte.

    A partir, enfim, da notícia, me recordei de vários arquitetos-icone que já partiram e que conheci, ao longo de minha saga profissional.

     Pra começar: o mestre Lúcio Costa, que ao lado da jornalista Lívia Pedreira, atual editora da revista “Arquitetura & Construção”, da Editora Abril, tive o privilégio de entrevistarlucio costa, Betania Sampaio

     Surpreso, diante de tantos livros e revistas, inclusive exemplares da revista AU, espalhados  pelo chão de seu apartamento no bairro do Leblon, Rio, provoquei:

-       Oi, mestre, quanta cultura!

-       Cultura? É tudo lixo! .

      Aliás, o idealizador do Plano Piloto de Brasília, diagramada em forma das asas de um avião, foi quem enviou um simpático bilhete manuscrito para a Redação, elogiando o antigo logotipo em verde e azul da revista AU. Título registrado em  Marcas e Patentes pelo empresário Sérgio Pìni, quando seu filho, Mario Sérgio Pini, concluía o curso de Arquitetura na FAU/USP, nos anos 80.

Betania Sampaio

Oscar Niemeyer e Lucio Costa

 Vale ressaltar: ao surgir, em 85, por um equívoco abençoado da jornalista Haifa Y. Sabbag, a publicação que deveria ser apenas uma separata sobre o XV Congresso da UIA no Cairo, Egito, revolucionou o mercado editorial brasileiro especializado em Arquitetura e Urbanismo.

   Além de Lúcio, invocaria outros poetas arquitetos inesquecíveis. A começar: o imortal Oswaldo Bratke. Que, certo dia, depois de almoçar a seu lado, de sua esposa e de seu filho Carlos Brakte, em sua residência do Morumbi, me conduziu, na altura de seus 80 e tantos  anos, até a Editora Pini, dirigindo seu elegante Galaxie.

    Outro: Abrahão Sanovicz, o “China”, que certo dia defendeu este repórter, quando ao gravar um debate polêmico entre Paulo Mendes da Rocha e Joaquim Guedes, não agradou o querido mestre  Paulinho.

     Por sinal, o grande urbanista e polêmico Joaquim Guedes, eleito presidente do IAB/SP, em 2007, com o apoio maciço dos arquitetos do Interior paulista, morreu atropelado no dia 28 de julho de 2008, em circunstâncias enigmáticas.

A eles, acrescentaria, in memoriam, outros nomes. A exemplo do condotiere Vilanova Artigas, formador de tantas gerações de arquitetos paulistas, cuja última entrevista foi concedida, então, à sensível repórter Livia Pedreira.

ARQUITETO, betania sampaio

Acacio Gil Borsoi

 Outros: os pernambucanos e amigos ex core, entre os quais,  Acácio Gil Borsoi, Alexandre Castro e Silva, Vital Pessoa, Ricardo Gama e Janete Costa. Autora do livro “Viva o povo brasileiro”, a divina Janete dignificou o artesanato popular nordestino.
Arquiteta Betania Sampaio
Tem um Post sobre o casal  Acácio Gil Borsoi e Janete Costa

    Além, é claro, das militantes Melânia Forest e Jussara Dantas, cuja tumba minimalista, em João Pessoa, foi projetada pelo promissor Oliveira Jr.

    Não poderia me esquecer do visionário Sérgio Bernardes, do instigante Éolo Maia e de Álvaro Hardy (Veveco), um excelente arquiteto, além de mestre-cuca de mão cheia, conforme lembra Zeca Brandão, que certa vez reuniu um grupo de arquitetos mineiros para um “banquete de babete” , em Recife.

   E, também, lembraria de Rubens Gil de Camilo, afogado ao tentar salvar um amigo num rio do pantanal. Conheci Gil,  quando fui fazer uma reportagem sobre o belo edifício da TV Cultura projetada pelo brilhante Roberto Montezuma, em Campo Grande..

    Da lista dos poetas do Além, não poderia excluir o nome da meiga jornalista Laila Y. Massuh, correspondente da AU na América Latina, revelando-nos arquitetos emblemáticos, como os argentinos Clorindo Testa e Miguel Roca, incluindo os críticos Jorge Glusberg  e Marina Weisman etc.

Arqª Betânia Sampaio

MASP-SP Lina Bo Bardi, Foto Cristiano Mascaro

Além disso, como se esquecer da diva Lina Bo Bardi e do cavaleiro Miguel Forte, com quem me cruzei, na última vez numa cadeira de rodas,  a exemplo de Zanine Caldas?  Ou do militante Carlos Maximiliano Fayet, defensor incansável, ao lado de Jose Carlos Ribeiro (Zeca) pela aprovação do CAU, atualmente em processo de estruturação. Aleluia!

Arquiteta Betania Sampaio

Lina Bo Bardi, foto Thomas Scheierz

    Ao concluir, recorro a uma anedota contada por uma criança no quadro “Talentos jovens kids” do programa do apresentador Raul Gil. Ou seja: a professora pergunta a seus alunos o que desejariam que as pessoas dissessem no velório de cada um.

-       Ah, que fui um grande médico, um grande arquiteto etc.

-       E você, Joãozinho?

-        Olhem: ele está se mexendo!

    Com certeza, seria o que todos os que se foram e os que hão de ir desejariam. Enquanto isso, aos que vivem o tempo de prorrogação, como diria o professor Alberto Xavier, carpe diem: viva cada dia, cada momento, pois a vida não tem um plano B. Amém!

 José Wolf 

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Artesanato na vida da Janete Costa

¨Janete Costa, Autora do livro “Viva o povo brasileiro, A divina Janete dignificou o artesanato popular nordestino¨     Jornalista José Wolf

Preparando um email para divilgar a palestra Acácio Gil Bórsoi e Janete Costa para meu Amigo Renan Novais da SUTACO, superintendência do trabalho artesanal nas comunidades (na qual sou associada), achei este vídeo.

Se quiser saber mais tem um Post sobre o casal  Acácio Gil Borsoi e Janete Costa

Arqª Betânia Sampaio 

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Acácio Gil Borsoi e Janete Costa

Prazer imenso em divulgar este evento… Pena que não vou poder ir, moro em São Paulo.

Já Cantei em¨prosa e verso¨ o amor que tenho a este casal tão especiais, generosos seres humanos e profissionais amantes da arte.Arquitetos, arquitetrura, Betânia Sampaio

Tive o privilégio de trabalhar por cinco anos no escritório do Borsoi e Janete Costa e depois que formada passar uma temporada na Residência do casal, Av. Niemayer – Rio de Janeiro, alem de conviver com a Roberta Bórsoi (filha do casal). Era uma delicia! Conhecer a cidade com um olhar crítico e maduro, mesmo na ocasião Roberta estudante de Arquitetura tinha o conhecimento que vi em poucos profissionais  com anos de experiência. Roberta lembrei… Quantos carnavais subindo e descendo as ladeiras de Olinda atrás dos blocos com compromisso apenas de nos divertir.

Betânia Sampaio, arquiteta

DNA, não tem jeito… Marco Antonio Borsoi (filho do Borsoi) que o próprio pai (Borsoi) disse-me algumas vezes: ¨Marco Antonio sabe mais sobre arquitetura do que eu¨. Acho que não exagerou, Afinal conheço bem, ele foi meu professor e meu chefe, sempre se mantém empenhado no estudo e atualização da Arquitetura pelo mundo afora.

borsoi, betania sampaioEntão se você morar em Recife ou tiver por perto, não perca a oportunidade, você vai conhecer o trabalho do Borsoi e da Janete que tiveram um amor incondicional pela arquitetura.

Bjs. Borsoi e Janete e até um dia. Arqª Betânia Sampaio

16 | Setembro | 2011 – Sexta feira

Auditório da Faculdade Damas

ACÁCIO BORSOI E JANETE COSTA

Legado da Arquitetura Pernambucana

O encontro propõe, além de uma homenagem dentre as várias manifestações de reconhecimento que já lhes foram prestadas ainda em vida, d i v u l g a r   p a r a  o s  f u t u r o s  a r q u i t e t o s , o legado arquitetônico, as reflexões acadêmicas e a influência em várias obras por todo Brasil.

MANHÃ | 08:00h

MARCO ANTONIO BORSOI Principais obras de Acácio Borsoi.

AMANDA CASÉ Os edifícios públicos de Acácio Gil Borsoi: Monumentalidade e Tectônica.

RENATA CALDAS A produção de significado no edifício industrial: a fábrica da BOMBRIL-PE.

TARDE | 14:00h

ROBERTA BORSOI Principais obras de Janete Costa

ANDREA GATI O moderno e o vernacular na Arquitetura de Interiores de Janete Costa

ROBERTO NÓBREGA O Design de Janete Costa

LUIZ CARLOS FEIJÓ Janete Costa, Uma Visão Contemporânea da Arquitetura de Interiores Brasileira

 Arquitetos debatedores: Fernando Diniz, Guilah Naslavsky, Roberto Ghione, Sandra Brandão, Vera Pires

Contato: secretaria da FADIC (fone: 81-34265026), inscrições até 13/09/2011. Certificado com carga horária de 8 (oito) horas como atividade complementar.

Reserve sua vaga com o envio da ficha de inscrição para o email:

arquiteturaemfoco2011@gmail.comFaculdade Damas

 Alunos da Instituição – R$10,00

Alunos de outras Instituições – R$20,00

Profissionais - R$30,00

Alguns post sobre Borsoi: Borsoi (1924-2009),meu mestreAcácio Gil Bórsoi, um ano de saudadeCarnaval de Arquitetos,

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Arquitetura com Betânia Sampaio

Betania Sampaio

Arquitetura e eu... Confira a minha matéria coordenada pela Jornalista Liliane Ferrari que saiu no Olho Mágico, a Newsletter da sempre inovadora Axpe. 

Adoro este Prédio | 

Prédios que a gente vive namorando 

Depoimento ressaltando a ¨Forma e Função¨ do primeiro escritório de Arquitetura que trabalhei em São Paulo e ¨me apaixonei¨,  Obrigada @axpeimoveis.

Espero que você curta a leitura e dê sua opinião pois adorei participar. Pra guardar na memória afetiva....  Bjs. Arqª Betânia Sampaio

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Terceira idade pede PASSAGEM

Aos arquitetos sexagenários,  jovens de espírito, com louvor

Celebrado por tantas décadas como o país mais jovem do mundo, o Brasil envelheceu. Segundo dados do Censo do IBGE de 2010 divulgados pela mídia o número de idosos já supera o de crianças com até quatro anos no país.

Ou seja, cerca de 20 milhões de pessoas, numa população de mais de 190 milhões de habitantes, têm cerca de 60, 70  anos ou mais, ampliando a faixa etária da chamada terceira idade.

Faixa enriquecida por arquitetos-ícones e críticos, como Gasperini, Miguel Pereira, Carlos Bratke, Paulo Mendes da Rocha, Ruy Ohtake, Alberto Xavier, Sérgio Teperman, Zanettini, Alberto Botti (SP),  Assis Reis, João Figueiras Lima (BA), Paulo Conde (RJ) , Milton Monte (PA), Severiano Porto (AM), Mario Di Lascio (PB), Carlos Fernando Pontual (PE), Paulo Zimbres (DF), Jaime Lerner e Joel  Ramalho (PR).   

   Além, é claro, do jovem ancião Oscar Niemeyer. Que chegaram, conforme celebraria o poema “Vida obscura¨, do poeta  Cruz e Souza,  ao topo do saber. Muitos desses mestres da terceira idade, por sinal foram ou são  professores de alunos que integram a chamada geração digital twitter.

Terceira idade? Segundo alguns, a que começa aos 50 anos, para outros, aos 60.  De qualquer forma, a exemplo de outros intelectuais, o cantor Caetano Veloso, autor da música sobre o apolíneo “Menino do Rio” confessou numa entrevista à revista “Caros Amigos”:  envelhecer   “é uma merda”, num país com tantos  preconceitos discriminadores camuflados contra negros, gays, cadeirantes, portadores de deficiência física, obesos, nordestinos, autistas e idosos, vítimas de uma espécie de racismo etário etc.. E até contra crianças vítimas do famoso bullying.

O resultado da pesquisa impõe, sem dúvida, aos arquitetos e urbanistas um novo enfoque quanto ao ofício do fazer arquitetônico e, inclusive, em relação aos projetos urbanísticos.

Pra começar, prestem atenção na condição das calçadas esburacadas e desníveis irregulares de muitas cidades, objeto do mobiliário urbano e, também, da principal reclamação dos idosos. Calçadas invadidas por camelôs e pelo lixo, que dificultam a mobilidade e circulação de idosos e portadores de deficiência física, além das escadas íngremes, sem rampas, dos edifícios públicos majestosos, incluindo muitos prédios residenciais de grife, objeto da desenfreada especulação imobiliária.

O arq. paraibano Gilberto Guedes, por exemplo, reconhece, com humildade: nunca havia levado em conta  esse problema até que um dia quebrei o pé. E, a partir daí, comecei a mudar meu viés projetual!

Alberto Xavier professor da escola Belas Artes, em São Paulo, confessa que a partir dos 70 anos, começou a enfrentar pela idade problemas com a direção da escola. Mas, com humor e ironia, sugere: – Wolf, que tal pensarmos na Quarta idade?

Até o instigante Peter Eisenman, ao passar por São Paulo, nos anos 90, revelou numa palestra que, ao chegar aos 60, decidiu mudar tudo: casa, companheira e, até, a linguagem arquitetônica, investindo no deconstrutivismo. Ou seja: destruir para reconstruir.

Um tema, enfim, em pauta, que faz parte do chamado “desenho universal”, da acessibilidade e da sustentabilidade humana, cujos adeptos defendem um novo enfoque projetual para a terceira idade.

Que implica, segundo analistas, uma espécie de “cesta básica”, com algumas  soluções e propostas mínimas ergonomicamente corretas, entre as quais:

-        Barreiras arquitetônicas: em lugar de escadas, rampas. A exemplo de projetos referenciais elaborados pelo arq. Acácio Gil Borsoi, como a residência Cassiano Ribeiro, em João Pessoa. Ou do edifício Louveira, de Vilanova Artigas, em São Paulo, com blocos conectados por rampas;

-        Circulação residencial: quanto mais livre de móveis pesados tipo “Casas Bahia”, melhor;

-        Pisos: atenção aos pisos, principalmente dos banheiros, que devem ser antiderrapantes e focos. Espaço onde, segundo estatística costuma acontecer o maior número de acidentes e quedas e fraturas de idosos. Além disso, devem-se evitar pisos e paredes super coloridos, que podem ofuscar a frágil visão do idoso;

-        Barras de apoio, que devem ser instaladas, de preferência, nos boxes dos banheiros e, também, ao lado do vaso sanitário, que deve ser elevado;

-        Recomendação- O idoso deve contar sempre a seu alcance com uma lanterna, para orientá-lo nas idas noturnas ao banheiro;

-        Portas: com vão mínimo de 80 cm;

-        Fechaduras: em lugar de alavancas, maçanetas mais fáceis de manusear;

-        Paisagismo: se houver algum jardim doméstico, recomenda-se evitar plantas rasteiras, nas quais o idoso poderá se enroscar e tropeçar;

-        Acessibilidade: propor, na entrada e acesso dos edifícios, rampas, rebaixamentos e corrimões, capazes de facilitar a circulação e mobilidade de idosos e cadeirantes;

-        Mobiliário: quanto ao mobiliário, recomendam-se evitar móveis, como mesas, com quinas pontiagudas, que poderão ferir idosos e, inclusive, crianças; E investir em cadeiras, camas e sofás ergométricos:

-        Decoração: evitar tapetes de feltro ou tecido nos quais o idoso poderá se escorregar, substituindo-os por tapetes aderentes de borracha ou carpete.

Desafios -  Em síntese, esse cenário demográfico sexagenário brasileiro abre para os designers e os profissionais da Arquitetura outros tipos de desafios projetuais que nem a celebrada Arquitetura Moderna Brasileira previu.

Além de desafiar a indústria nacional da construção e moveleira para investirem em novos nichos de componentes e materiais  capazes de atender às demandas e necessidades específicas desse emergente e promissor universo sexagenário, que pede passagem.

Em síntese, sexagenário, não se esqueça do conselho do eterno roqueiro Bob Dylan, do LP “Planet Waves”: forever young! Seja sempre jovem, apesar das rugas!

Jornalista José Wolf e Arqª Betânia Sampaio

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